Postagens populares

sábado, 6 de agosto de 2011

Parabéns Professor Danilo!!!


O Professor Danilo agora estará na sala de leitura ocupando a cadeira que foi da Professora Terezinha, que por mais de 15 anos esteve com sua garra cuidando da formação leitora dos alunos da nossa escola, e agora está merecidamente aposentada, curtindo sua nova fase.
Parabéns Professor!!!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

SÚPLICA DO LIVRO


Não me manuseie com mãos sujas;
                                                           Não escreva em minhas páginas
Não rasgue nem arranque minhas folhas;
Não apóie o cotovelo sobre minhas páginas durante a leitura;
Não me deixe sobre cadeiras ou lugares que não sejam meus;
Não me deixe com a lombada para cima;Não coloque entre minhas folhas objeto algum mais espesso que uma folha de papel;
Não dobre os cantos de minhas folhas para marcar o ponto em que parou a leitura;Use para isso uma tira de papel ou marcador apropriado;
Terminada a leitura, devolva-me ao lugar certo ou a quem deva guardar-me;
E ajude-me a conservar-me limpo e perfeito e eu o ajudarei a ser feliz.

DESABAFO - CLARICE LISPECTOR

DESABAFO - CLARICE LISPECTOR

LITERATURA DE CORDEL


Literatura de Cordel é, como qualquer outra forma artística, uma manifestação cultural. Por meio da escrita são transmitidas as cantigas, os poemas e as histórias do povo — pelo próprio povo.
O nome de Cordel teve origem em Portugal, onde os livretos, antigamente, eram expostos em barbantes, como roupas no varal.
O mês de junho foi o marco inicial para o trabalho dos professores de sala de leitura nesta forma de representação que é o cordel, o qual julgamos de grande importância para o desenvolvimento leitor de nossos alunos.

AMIGOS

sábado, 9 de abril de 2011

Era uma vez

A Ana lê muito devagar,
só uma letra de cada vez.
Enquanto ela está só a letrar
a Sara letra duas ou três.

A Ana tem tempo de lá chegar.
Os pés, os tês, os bês, os mês,
não fogem se ela se demorar.
A Sara quer acabar e começar outra vez.

A Ana lê e põe-se a pensar
nos quês, nos porquês, nos para quês,
e volta atrás para confirmar
porque, afinal de contas, talvez.

A Sara prefere entrar
nas palavras, nos desenhos, e ficar.
Existir no meio das histórias, em vez
de ver, viver; em vez

de pensar, de pausar, de perspicar,
ser ela a ser o que o herói fez.
Sai dos livros sem sair do lugar,
e corre o mundo de lés a lés.

A Sara lê assim, a Ana mais devagar,
e depois ficam as duas a conversar.
A Ana conta: «Era uma vez…»
E a Sara: «Era eu uma vez…»

O pássaro da cabeça,Ed. A Regra do Jogo
                                                                                                                                                                         Manuel Antonio Pina